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| Foto: Divulgação |
O produtor artístico Allan Soares utilizou as redes sociais para esclarecer o estado de saúde de sua esposa, a ex-deputada federal e cantora gospel Flordelis, que está presa na Penitenciária Talavera Bruce, no Bangu (RJ). Em vídeo publicado na internet, Allan negou os boatos de que ela estivesse utilizando cadeira de rodas, embora tenha ressaltado que o quadro médico da ex-parlamentar ainda requer cuidados contínuos.
A declaração de Allan veio após o delegado Jorge Lordello durante participação no programa Sensacional, da RedeTV! revelar que a religiosa estaria se locomovendo em cadeira de rodas e apresentando sérias limitações na fala após ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O delegado apontou fortes atritos familiares: parentes da pastora estariam revoltados com o atual companheiro dela, acusando-o de negligenciar a compra de medicamentos e de aparelhos de fisioterapia para usufruir apenas de sua imagem nas redes sociais.
Durante o pronunciamento, o produtor destacou que estava a caminho do presídio para entregar os medicamentos necessários para o tratamento de Flordelis.
“Se eu falar pra vocês que a saúde dela está 100%, isso é mentira. Inclusive, estou indo levar remédio do tratamento que ela faz”, explicou. Na sequência, reforçou o desmentido sobre a locomoção da mulher: “Mas ela não está na cadeira de rodas, isso é mentira”.
Allan também confirmou que a ex-deputada sofreu um AVC transitório no ano passado, mas assegurou que a situação foi controlada pela equipe médica. “A saúde dela já está estabilizada”, pontuou.
Apesar da repercussão do relato, autoridades e especialistas ressaltam que as declarações não equivalem a um laudo médico oficial. Em setembro do ano passado, a defesa da ex-deputada já havia levantado suspeitas sobre um suposto AVC, mas a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou, na ocasião, que o atendimento prestado ocorreu em razão de dores lombares, descartando o diagnóstico.
Condenação e prisão
Aos 65 anos, Flordelis cumpre pena sob custódia do sistema prisional do Rio de Janeiro desde agosto de 2021. Em novembro de 2022, ela foi condenada a 50 anos e 28 dias de reclusão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, associação criminosa e uso de documento falso.
As investigações da Justiça apontaram a ex-parlamentar como a mandante da morte de seu então marido, o pastor Anderson do Carmo, assassinado a tiros em junho de 2019 na residência do casal, em Niterói.

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