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A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou, na manhã desta segunda-feira (12), o primeiro voo do aeronave KC-390 Millennium em uma operação de combate aos incêndios florestais no Amazonas. A aeronave decolou de Manaus por volta das 9h. Segundo a FAB, outras duas decolagens estão previstas para esta segunda-feira. O planejamento prevê, em média, três missões por dia.
O KC-390 Millennium é equipado com o Sistema Modular Aerotransportado de Combate a Incêndios (MAFFS), que permite transportar milhares de litros de água ou de líquido retardante de chamas. Durante o voo, o material é lançado por uma abertura na parte traseira da aeronave.
As aeronaves da FAB se juntam ao reforço que o governo federal enviou e que teve as atividades iniciadas no domingo (11). Helicópteros e aviões foram mobilizados para sobrevoar e fazer reconhecimento e mapeamento de pontos críticos.
O comandante do Esquadrão Zeus, tenente-coronel aviador Daniel Souza, explicou que a tripulação encontrou uma grande concentração de fumaça na região durante o primeiro voo. A equipe também mapeou os focos ativos de incêndio para planejar as ações de combate.
“A Força Aérea Brasileira está sempre preparada para atuar em emergências humanitárias. Víamos nos preparando para estar presentes aqui ao longo dos anos. A FAB tem uma equipe específica para este tipo de combate a incêndios e estamos aqui para atuar de forma que a instituição seja extremamente eficiente”, declarou.
O comandante também explicou como a operação é planejada. Primeiro, as equipes mapeiam as áreas com focos ativos de incêndio e recebem orientações para os sobrevoos. Em seguida, a aeronave é abastecida com água pressurizada para realizar a missão.
“Após todo o planejamento a gente decola e verifica a área, se realmente os focos de incêndios estão na posição planejada. Se eles tiverem a posição planejada, a gente te um circuito de tráfego para realizar o lançamento”, declarou.
Os dados são do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
Do total registrado neste mês, 1.186 focos foram identificados em áreas públicas, 93 em propriedades privadas e 101 em locais cuja situação fundiária não foi definida. No mesmo período, 246 focos foram registrados em áreas de assentamentos federais, 116 atingiram terras indígenas e 97 ocorreram em unidades de conservação.
A operação integrada também conta com 290 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Força Nacional. Uma força-tarefa partiu de São Paulo para se juntar aos agentes que já atuam na floresta e apoiar o trabalho.
De acordo com o ministro, as aeronaves e brigadistas devem permanecer na região até que os focos de incêndios sejam apagados.
Com informações do portal G1*

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