A Justiça do Amazonas rejeitou os pedidos para realização de novas perícias no sistema eletrônico TASY e no laudo que apontou a causa da morte do menino Benício Xavier de Freitas, além de determinar a preservação dos registros relacionados ao atendimento que terminou com a morte da criança. A decisão, proferida em 24 de setembro de 2026 pela juíza Scarlet Braga Barbosa Viana, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus, também autorizou novas diligências solicitadas pela defesa da médica Juliana Brasil Santos.
Na decisão mais recente, a magistrada destacou que a denúncia já foi recebida e que questionamentos anteriores apresentados pela defesa de Juliana já haviam sido rejeitados. Ao analisar os novos pedidos, o juízo estabeleceu como critérios a pertinência das provas para os fatos investigados, a necessidade das diligências e a adequação dos meios utilizados.
Entre os pedidos deferidos está o acesso às imagens das câmeras internas do hospital referentes a 22 de novembro de 2025, incluindo corredores, postos de enfermagem, salas médicas, recepção, sala vermelha, farmácia, acessos à UTI e outras áreas por onde a médica teria circulado. A decisão considera que as imagens podem auxiliar na reconstrução da movimentação durante o período apontado como crítico pela acusação.
A defesa também poderá obter informações sobre o número de paradas cardiorrespiratórias sofridas por Benício na UTI, os protocolos institucionais para administração de drogas vasoativas em pacientes pediátricos, os registros de dupla checagem da medicação e a memória de cálculo utilizada para apontar a suposta superdosagem.

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