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A Justiça do Distrito Federal negou o pedido de liminar apresentado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para suspender as campanhas publicitárias da plataforma de apostas Blaze e da influenciadora Virginia Fonseca. A decisão foi proferida pela juíza Luciana Correa Sette Torres de Oliveira, da 7ª Vara Cível de Brasília.

Na ação civil pública, o MPDFT sustenta que as campanhas podem configurar propaganda enganosa e práticas abusivas, em desacordo com o Código de Defesa do Consumidor. O órgão também questiona modelos de remuneração adotados nas parcerias com influenciadores, alegando que os pagamentos estariam vinculados ao desempenho financeiro das apostas realizadas pelos consumidores.

Ao analisar o pedido, a magistrada reconheceu que os argumentos apresentados pelo Ministério Público possuem plausibilidade jurídica, mas concluiu que não há elementos suficientes para justificar uma intervenção imediata antes da apresentação da defesa das partes envolvidas. Segundo a decisão, não ficou demonstrada a urgência necessária para a concessão da medida liminar.

A juíza também destacou que a publicidade realizada pela Blaze integra uma estratégia comercial contínua do setor de apostas e que a simples manutenção das campanhas não caracteriza, por si só, uma situação excepcional. Além disso, ponderou que uma suspensão imediata poderia afetar contratos privados e estratégias comerciais de uma empresa autorizada pelo poder público, recomendando cautela até a análise completa da documentação.

Com a liminar negada, o processo segue seu curso normal. A Blaze e Virginia Fonseca serão notificadas para apresentar defesa dentro do prazo legal. Na sequência, a Justiça avaliará o mérito da ação, incluindo os contratos firmados entre a plataforma e os influenciadores, os modelos de remuneração e as estratégias de divulgação utilizadas.

A ação tem como base um inquérito civil instaurado pelo MPDFT, que analisou e-mails promocionais enviados pela plataforma, publicações patrocinadas feitas por influenciadores e os formatos de pagamento adotados nas campanhas. Para o Ministério Público, essas práticas podem violar os princípios de transparência e de informação previstos na legislação consumerista.

A decisão desta fase do processo não conclui se houve irregularidades nas campanhas da Blaze ou na atuação de Virginia Fonseca. O julgamento do mérito ocorrerá somente após a produção de provas e a manifestação de todas as partes envolvidas.

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