A Justiça do Amazonas condenou a investigadora da Polícia Civil Viviane Monteiro de Almeida e outros três cúmplices pelos crimes de roubo majorado, extorsão majorada e uso de documento falso, após concluir que o grupo se passou por policiais civis para invadir uma residência em Manaus, apresentar um falso mandado judicial, obrigar a vítima a realizar transferências bancárias e roubar dinheiro e diversos bens do imóvel.
A sentença foi proferida pela juíza Patrícia Macedo de Campos, da 8ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, que determinou o cumprimento das penas em regime fechado.
O crime ocorreu em 15 de agosto do ano passado, quando, conforme a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e as provas reunidas no processo, os acusados chegaram ao imóvel utilizando coletes táticos, distintivos, algemas e um falso mandado de busca e apreensão, simulando uma operação policial para convencer a vítima a permitir a entrada na residência. Posteriormente, foi constatado que não existia qualquer ordem judicial contra o morador.
Durante a ação criminosa, a vítima foi submetida a ameaças e coagida a realizar uma transferência de R$ 10 mil via Pix, utilizando o próprio telefone celular. Além disso, os criminosos levaram R$ 5 mil em dinheiro, um notebook, um relógio e outros objetos pessoais, totalizando um prejuízo de aproximadamente R$ 15 mil.
Além da investigadora, também foram condenados outros três homens. As penas fixadas pela Justiça foram as seguintes:
- Viviane Monteiro de Almeida: 23 anos, 2 meses e 13 dias de prisão;
- Samuel da Costa Matos: 19 anos, 10 meses e 20 dias;
- Alessandro Freire Naranjo: 16 anos, 6 meses e 27 dias;
- Jefferson Cavalcante Marcolino: 16 anos, 6 meses e 27 dias.

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