O pré-candidato ao Senado Wilson Lima (União) fez duras críticas ao modelo de obra previsto pelo Governo Federal, sob comando do presidente Lula (PT), para pavimentar o trecho mais crítico da BR-319, ao afirmar que o material usado no local não “dura dois invernos”.
Segundo ele, o contrato não prevê asfaltamento, mas sim um Tratamento Superficial Duplo (TSD), que consiste em ligante betuminoso, brita, novamente ligante e, por fim, compactação, o que, de acordo com Wilson, não representa o asfaltamento necessário para as condições da via e para as condições climáticas da Amazônia.
“Estão vendendo mais uma vez uma mentira. Primeiro, a BR não está sendo pavimentada. E o contrato que fizeram agora não é um contrato de pavimentação. É um contrato para fazer um serviço chamado Tratamento Superficial Duplo. Você coloca ali um produto chamado ligamento betuminoso, coloca a brita, coloca de novo esse material e compacta. Isso dura no máximo dois invernos amazônicos”, afirmou Wilson Lima em entrevista a um portal local nesta terça-feira (16).
Segundo Wilson, além de não representar uma pavimentação convencional, o modelo enfrenta desafios logísticos e ambientais que podem comprometer a efetividade do projeto.
“Tem que levar em consideração o seguinte. Ali no trecho da BR-319, você não tem jazida para pegar material. Tem trechos de contratação em que 70% do valor é logística e 30% é material. Chegar lá é mais difícil do que pavimentar. Vai se gastar mais dinheiro com transporte rodoviário e hidroviário do que propriamente com o material lá”, disse.

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