Facções criminosas, milícias e grupos com potencial de interferência política passaram a ser alvo de monitoramento do Ministério Público Eleitoral no Amazonas. A ação, prevista em portaria publicada nessa quinta-feira (18/06), busca identificar possíveis vínculos de pré-candidatos às eleições de 2026 com organizações criminosas e contará com apoio de órgãos de inteligência e segurança pública.

Assinada pelo procurador regional eleitoral Edmilson da Costa Barreiros Júnior, a portaria determina a abertura de um Procedimento Administrativo com o objetivo de acompanhar e organizar ações preventivas voltadas ao enfrentamento da influência de organizações criminosas no processo eleitoral.

Segundo o documento, a iniciativa surge após reunião nacional realizada no dia 10 de junho com procuradores regionais eleitorais de todo o país. Na ocasião, o combate à atuação do crime organizado nas eleições foi definido como uma das três principais prioridades institucionais do órgão para o pleito de 2026.

“O procedimento tem a finalidade de acompanhar e organizar as providências relacionadas à obtenção de informações e adoção de medidas preventivas voltadas ao enfrentamento da influência do crime organizado nas eleições gerais de 2026”, registra a portaria.

Solicitação de informações
Entre as medidas determinadas pelo procurador está o envio de ofícios ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), à Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas (PF-AM) e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Os órgãos deverão informar se possuem dados de inteligência ou investigações relacionadas a possíveis pré-candidatos com envolvimento em organizações criminosas estruturadas, facções armadas, milícias ou grupos com potencial de interferência no processo eleitoral.

As informações poderão subsidiar a atuação da Procuradoria Regional Eleitoral tanto na análise dos pedidos de registro de candidatura quanto na adoção de medidas judiciais e eleitorais cabíveis ao longo da disputa.

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