O engenheiro de trânsito Manoel Paiva avaliou que a área oferecida na região do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes não supre 10% da necessidade das 200 novas empresas que deverão se instalar na Zona Franca de Manaus (ZFM) nos próximos anos. A possibilidade, apresentada pela concessionária do aeroporto, ocorre em meio à falta de terras disponíveis no Polo Industrial de Manaus (PIM) para a instalação das indústrias.

Segundo o especialista, que já dirigiu o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), é preciso procurar uma solução que fuja da fórmula de “resolver de forma emergencial”, sendo necessário unir todos os entes interessados para discutir um novo modelo de ocupação do PIM, algo decisivo demais “para nós simplificarmos com a área do aeroporto internacional

 É a mesma coisa quando a gente discute mobilidade. Vamos discutir só o transporte alternativo? Não, a gente tem que ter a coisa global. É o transporte da cidade, da região metropolitana, o transporte especial, hidroviário, de fretamento. Nós já pagamos um preço muito alto nos últimos tempos”, disse.

Manoel Paiva avalia que o modelo adotado nos primórdios da ZFM, em que se optou por ocupar a cidade seletivamente através de um Distrito Industrial, gerou ganhos para a região, mas também perdas pela limitação do espaço. Para hoje, é preciso pensar uma nova forma de ocupar a cidade.

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