Os juros elevados impediram a queda da Dívida Pública Federal (DPF) em janeiro. Segundo o Tesouro Nacional, o estoque passou de R$ 8,635 trilhões em dezembro para R$ 8,641 trilhões, alta de 0,07%. Apesar do grande volume de resgates de títulos, principalmente prefixados, a incorporação de juros — pressionada pela taxa básica em 15% ao ano — compensou a redução. A dívida interna subiu levemente, enquanto a externa caiu com a valorização do real frente ao dólar.
O chamado “colchão” da dívida, reserva usada para enfrentar períodos de maior vencimento ou turbulência, recuou pelo segundo mês seguido, de R$ 1,187 trilhão para R$ 1,085 trilhão, cobrindo 6,77 meses de vencimentos — o menor nível desde março do ano passado. Para os próximos 12 meses, estão previstos vencimentos de R$ 1,424 trilhão, e a expectativa é que as reservas aumentem com menor volume de pagamentos adiante.
Na composição da dívida, cresceu a participação de títulos atrelados à Selic e à inflação, enquanto caiu a fatia de papéis prefixados e cambiais. O prazo médio subiu ligeiramente para 4,03 anos, indicando estabilidade na percepção de risco, e os principais detentores continuam sendo instituições financeiras, fundos de pensão e de investimento, além de investidores estrangeiros. Por meio da dívida pública, o governo se financia no mercado e se compromete a devolver os recursos com correção ao longo do tempo.
*FONTE: AGÊNCIA BRASIL

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