
Manaus (AM) – As operações de busca pelas vítimas do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV prosseguem na manhã deste sábado (14), no Encontro das Águas, em Manaus. O acidente, ocorrido na tarde de sexta-feira (13), resultou em duas mortes confirmadas e sete pessoas desaparecidas.
A embarcação havia partido da capital amazonense com destino ao município de Nova Olinda do Norte quando apresentou instabilidade e afundou. O ponto onde ocorreu o naufrágio é um dos mais movimentados do estado, marcado pelo encontro dos rios Negro e Solimões e pelo intenso tráfego de embarcações de linha, turismo e transporte regional.
Resgate e atendimento às vítimas
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, 71 pessoas foram retiradas com vida do rio. Muitas apresentavam sinais de cansaço extremo, início de hipotermia e ingestão de água. Os sobreviventes foram encaminhados ao Porto da Ceasa, que passou a funcionar como base de triagem para os primeiros atendimentos. Parte das vítimas foi liberada após avaliação, enquanto outras seguiram para unidades hospitalares.
Apesar do número expressivo de resgatados, sete pessoas ainda não foram localizadas. As buscas incluem varreduras na superfície e mergulhos em pontos indicados por testemunhas como possíveis locais onde vítimas teriam sido vistas pela última vez.
Mortes confirmadas
Entre as vítimas fatais estão uma criança e uma jovem de 22 anos. Os corpos foram submetidos a procedimentos periciais e encaminhados ao Instituto Médico Legal.
Familiares permanecem reunidos na área da Ceasa e em locais indicados pelas autoridades, aguardando informações sobre desaparecidos e acompanhando a movimentação das equipes de resgate.
Dinâmica do acidente
Relatos de sobreviventes apontam que a embarcação teria sido atingida por uma sequência de ondas fortes, conhecidas na região como banzeiros. A água teria invadido a lancha rapidamente, obrigando passageiros a abandonar seus lugares e entrar no rio para escapar.
Entre os casos registrados está o de um recém-nascido de cinco dias de vida. Para evitar que a criança afundasse, familiares a colocaram dentro de um cooler até a chegada do socorro. O bebê foi resgatado com vida e recebeu atendimento médico.
Investigação
O comandante da lancha foi conduzido para prestar esclarecimentos. Um inquérito deverá apurar se houve falha humana, problema mecânico ou influência das condições de navegação no momento do acidente.
A Marinha do Brasil é responsável pela investigação oficial e deverá informar, ao final do processo, se a embarcação operava dentro das normas de segurança e da capacidade permitida.
Participam da operação o Corpo de Bombeiros, a Marinha, a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. As buscas seguem sem interrupção, enquanto familiares aguardam novas informações.
*Fonte: Portal Tucumã

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