(Foto: Reprodução)
O Botafogo se prepara para apresentar um pedido de recuperação judicial envolvendo as dívidas da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), em uma tentativa de reorganizar o passivo financeiro e ganhar fôlego no curto prazo. O débito total é estimado em aproximadamente R$ 1,5 bilhão, sendo aproximadamente R$ 700 milhões de curto prazo.

A estratégia do clube é elaborar um novo plano de pagamento a ser apresentado aos credores, com o objetivo de reestruturar as finanças e evitar o agravamento da crise. O pedido deve ser analisado pela mesma Vara Empresarial do Judiciário do Rio de Janeiro que já julga a disputa entre os grupos Eagle Football Holdings e Ares Management.
Há pouco mais de dois anos, o Botafogo já havia recorrido a um processo de recuperação extrajudicial para lidar com dívidas da associação, superiores a R$ 400 milhões.
Na ocasião, o plano foi homologado pela Justiça e permitiu a suspensão das execuções por um período inicial de 90 dias, possibilitando a negociação com credores.

Agora, a recuperação pretendida é judicial e envolve diretamente as dívidas contraídas pela SAF durante a gestão de John Textor. A medida pode ser decisiva para mitigar problemas imediatos, como o transfer ban imposto pela Fifa.
O clube está impedido de registrar novos jogadores em razão de uma dívida de aproximadamente US$ 30 milhões com o Atlanta United, dos Estados Unidos, referente à contratação do meia Thiago Almada.
Pelas regras do regime de recuperação judicial, caso o pedido seja aceito, o Botafogo SAF ficaria impedido de realizar pagamentos a credores fora do escopo do processo, o que pode abrir caminho para questionar e tentar reverter a punição esportiva.
Situação semelhante já foi vivida pelo Vasco, que conseguiu derrubar sanções da Fifa após recorrer às instâncias da entidade.
O movimento ocorre em meio a um cenário de instabilidade no controle da Eagle Football Holdings. Na madrugada desta quarta-feira (28), a Ares Management acionou uma cláusula de proteção na Justiça britânica e assumiu o controle da empresa, reduzindo o poder de John Textor no grupo.
*Fonte: Portal Tucumã

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