O câncer de próstata é o tipo mais comum entre os homens no Brasil. Cerca de 75% dos casos ocorrem em idosos com mais de 65 anos, embora a incidência entre mais jovens esteja aumentando. O Amazonas concentra 198 dos 1042 óbitos por câncer de próstata registrados na região Norte em 2024.
De acordo com o Ministério da Saúde, o número estimado de novos casos para o triênio 2023-2025 deve alcançar 215 mil, o que equivale a aproximadamente 72 mil (71,3 mil) diagnósticos por ano.
A maior incidência é esperada na região Sudeste (77,9 casos por 100 mil homens), seguida do Nordeste (73,3), Centro-Oeste (61,6), Sul (57,2) e Norte (28,4). No entanto, as taxas de mortalidade são maiores no Norte e Nordeste, demonstrando um diagnóstico mais tardio nessas regiões.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registrou 17.258 óbitos por câncer de próstata em 2023 e 17.587 em 2024, representando um aumento de aproximadamente 2%.
A doença é a segunda principal causa de morte entre os homens, perdendo apenas para o câncer de pulmão.
Confira, a seguir, a tabela por estado
Índice de mortalidade por câncer de próstata
Região /Estado
Ano 2023
Ano 2024
Comparativo entre 2023 e 2024 – Acréscimo de..
Região Sul
Paraná
1.140
1130
Rio Grande do Sul
1.238
1253
Santa Catarina
606
624
Total Mortalidade Sul
2984
3007
0,08%
Região Sudeste
Espírito Santo
361
338
Minas Gerais
1813
1828
São Paulo
3481
3499
Rio de Janeiro
1615
1701
Total de Mortalidade Sudeste
7.270
7.366
0,09%
Região Centro-Oeste
Distrito Federal
192
200
Goiás
559
576
Mato Grosso
297
261
Mato Grosso do Sul
229
254
Total de Mortalidade Centro-Oeste
1277
1291
1,10%
Região Nordeste
Alagoas
199
212
Bahia
1600
1561
Ceará
692
685
Maranhão
387
401
Paraíba
357
362
Pernambuco
752
880
Piauí
269
285
Rio Grande do Norte
283
298
Sergipe
166
197
Total de Mortalidade Nordeste
4705
4881
3,70%
Região Norte
Acre
36
62
Amapá
48
38
Amazonas
208
198
Pará
426
453
Rondônia
129
120
Roraima
30
28
Tocantins
145
143
Total de Mortalidade Norte
1022
1042
2%
TOTAL DE MORTALIDADE PAÍS
17.258
17.587
1,7%
Tabus ainda atrasam o diagnóstico – Apesar dos avanços em campanhas, muitos homens ainda resistem em procurar o médico. “Infelizmente, ainda existe um tabu muito forte. Muitos homens deixam de realizar exames simples e essenciais para detectar a doença, o que faz com que o diagnóstico aconteça em estágios mais avançados quando o tratamento é mais complexo e invasivo”, afirma o oncologista Michel Fabiano Alves, membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA).
De acordo com o especialista, a detecção precoce aumenta em até 95% as chances de cura. “Entre os sinais de alerta estão a dificuldade para urinar, jato fraco ou a necessidade de urinar várias vezes à noite. Caso surjam sintomas como sangue na urina ou no sêmen, dor pélvica, nas costas ou nos quadris, perda de peso, cansaço excessivo e fraqueza nas pernas, é essencial procurar atendimento médico imediatamente”, orienta dr. Michel.
O médico reforça que os exames são simples e podem salvar vidas. “O exame de sangue PSA a partir dos 45, 50 anos e a consulta regular com o urologista são os primeiros passos, especialmente entre aqueles que não apresentam nenhum sintoma. Agora, quando há alterações, são necessários exames complementares, como a biópsia guiada por ultrassom ou ressonância magnética, para ajudar a confirmar o diagnóstico”, complementa.
Tratamento no SUS
De acordo com informações do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), do Ministério da Saúde, o SUS (Sistema Único de Saúde) realizou, em 2024, quase 38 mil (37.917) cirurgias de câncer de próstata, aumento de 10,9% referente a 2023, quando foram registradas 34.176.
“O tratamento depende do estágio da doença. Quando o câncer é descoberto na fase inicial, a cirurgia ou a radioterapia isolada costumam ser suficientes. À medida que a doença é diagnosticada mais avançada torna-se necessário associar outras ferramentas terapêuticas que causam mais toxicidades, como hormonioterapia, quimioterapia, etc. Quanto mais avançado, mais difícil é o tratamento e menores são as chances de cura da doença. É preciso analisar caso a caso com uma equipe multidisciplinar para definir o tratamento mais adequado a cada paciente”, pontua o médico.
Importância da acreditação para a segurança do paciente – A ONA tem como uma de suas maiores preocupações garantir que o diagnóstico e o tratamento do câncer de próstata ocorram de forma segura, rápida e eficaz. “A acreditação hospitalar fortalece os processos de qualidade em todas as etapas da linha de cuidado do paciente com câncer de próstata, tanto em instituições privadas quanto no SUS, contribuindo diretamente para a segurança do paciente, para o diagnóstico precoce eficaz e melhores resultados das estratégias terapêuticas (cirurgia, radioterapia, terapia clínica)”, finaliza dr. Michel.

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