
O canal oficial de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, foi retirado do YouTube sem qualquer aviso ou explicação prévia, como confirmou a agência AFP após uma busca realizada neste sábado (21). A conta, que contava com 233 mil inscritos, exibia discursos e conteúdos alinhados ao governo venezuelano, mas agora está inacessível.
Ao tentar acessar a página do presidente, os usuários são recebidos com a mensagem: "Esta página não está disponível. Pedimos desculpas pelo inconveniente." O governo de Maduro não emitiu uma resposta oficial sobre o ocorrido até o momento.
Reações do governo venezuelano
O canal foi removido na tarde de sexta-feira (20), segundo o portal Telesur, que é vinculado ao governo venezuelano. Em sua reportagem, a emissora sugere que a remoção do canal pode estar relacionada a uma "guerra híbrida" promovida pelos Estados Unidos contra a Venezuela, destacando as crescentes tensões diplomáticas e militares entre os dois países.
Apesar de não haver confirmação oficial de que a remoção tenha motivações políticas, a Telesur mencionou que não se pode descartar essa possibilidade.
Histórico de embates com plataformas digitais
O incidente com o YouTube não é o primeiro embate de Maduro com redes sociais. Em 2021, o Facebook suspendeu sua conta por um mês depois que ele promoveu um medicamento controverso para o tratamento da Covid-19. No ano seguinte, o presidente também denunciou o bloqueio de suas transmissões ao vivo no TikTok, além da suspensão da plataforma X (anteriormente conhecida como Twitter) na Venezuela.
Com o fechamento de sua conta no YouTube, a situação traz à tona o crescente controle e censura digital enfrentado por figuras políticas em tempos de polarização internacional.

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