Foto: Reprodução 

Roberto Jefferson da Silva, conhecido como Gordão, foi preso nessa nesta sexta-feira (23) suspeito de envolvimento no assassinato de Jonas Lucas Alves Dias, de 55 anos, ganhador de R$ 47,1 milhões na Mega-Sena em 2020.

Gordão é o terceiro investigado pelo crime que foi preso. O primeiro foi Rogério Spínola e o segundo preso foi Samuel Messias (trans, que usa o nome social de Rebeca). O quarto suspeito Marcos Sales (que tem o apelido de Vini) segue foragido.

A delegada Juliana Ricci, titular da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) Piracicaba, informou que o suspeito se apresentou na sede da Deic acompanhado dos advogados. Segundo a Polícia Civil, ele negou participação no sequestro e morte de Jonas Lucas.

A Polícia Civil de São Paulo divulgou imagens de Gordão ao lado de Rebeca, que já havia sido presa, no dia em que o milionário morreu, os dois estão em uma agência bancária de Santa Bárbara d’Oeste (SP).

Segundo a investigação, foi para uma conta no nome de Rebeca que os suspeitos transferiram parte do dinheiro da vítima.

Segundo a investigação, tudo indica que os criminosos tinham conhecimento da situação financeira de Jonas Lucas, mas a vítima não os conhecia. Antes mesmo das prisões, Polícia Civil já havia afirmado que a morte foi motivada pelo prêmio da Mega-Sena, pago em 2020.

A advogada da família relatou à polícia que Jonas Lucas saiu de casa na manhã dia 13 de setembro e levou somente a carteira e documentos para a caminhada. Ao final do dia, como não foi mais possível contatá-lo, familiares registraram ocorrência de desaparecimento na delegacia eletrônica.

Estima-se que a vítima ficou cerca de 20 horas em poder dos criminosos, que retiraram R$ 20,6 mil de sua conta, por saques e PIX, antes de ele ser abandonado na Rodovia dos Bandeirantes. Durante o período em que esteve desparecido, os criminosos chegaram a tentar uma transferência de R$ 3 milhões, sem sucesso.

*Com informações do G1

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