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| Foto: Divulgação |
Christa Pike, única mulher atualmente no corredor da morte do Tennessee, nos Estados Unidos, sobreviveu a duas doses de pentobarbital administradas durante uma tentativa de execução na quarta-feira (30). O procedimento foi interrompido depois que a condenada continuou apresentando sinais de vida.
Pike, de 50 anos, deveria ser executada por sua participação no assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, ocorrido em 1995. Caso a execução tivesse sido concluída, ela seria a primeira mulher executada pelo estado do Tennessee em mais de dois séculos.
Procedimento não ocorreu como previsto
Segundo jornalistas autorizados a acompanhar a execução, Pike permaneceu acordada após o início da administração do medicamento. Ela chegou a conversar e cantar com seu guia espiritual.
Após a primeira dose, testemunhas relataram que a condenada continuava respirando e se movimentando. O protocolo do Tennessee permite uma segunda administração do medicamento quando a primeira não produz o efeito esperado.
Mesmo depois da segunda dose, porém, Pike continuou apresentando sinais de vida. Testemunhas relataram que era possível ouvir sua respiração e fortes roncos. Posteriormente, ela foi retirada da prisão em uma ambulância e encaminhada para atendimento médico. Até o momento, não havia informação pública detalhada sobre seu estado de saúde.
Defesa tenta impedir nova tentativa
Diante da situação, os advogados de Pike apresentaram um pedido de emergência para impedir que a execução prosseguisse.
A defesa argumenta que o protocolo estadual não estabelece claramente como as autoridades devem agir quando uma pessoa permanece viva depois das duas doses previstas. Os advogados também afirmaram que a situação submeteu Pike a sofrimento desnecessário.
A execução havia sido retomada depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou uma suspensão determinada anteriormente por um tribunal federal de apelações.
Crime aconteceu em 1995
Pike foi condenada à morte em 1996 pelo assassinato de Colleen Slemmer, sua colega no programa de formação profissional Job Corps, em Knoxville.
Segundo as informações apresentadas no processo, Pike e seu então namorado, Tadaryl Shipp, participaram do crime. Shipp era menor de idade na época e recebeu uma sentença de prisão perpétua.
Pike está no corredor da morte do Tennessee desde março de 1996 e passou cerca de três décadas aguardando a execução.
Caso provoca questionamentos sobre protocolo
A execução fracassada colocou as autoridades diante de uma situação considerada excepcional. Especialistas em pena de morte ouvidos pela imprensa afirmaram que há registros de execuções interrompidas por problemas médicos, mas o caso de Pike apresenta uma circunstância incomum: ela teria permanecido viva mesmo após receber as duas doses do medicamento previstas pelo protocolo.
O episódio também levou o governador do Tennessee, Bill Lee, a determinar uma investigação sobre o procedimento e suspender temporariamente outras execuções previstas no estado para 2026.
Fonte: Notícias ao Minuto

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